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Fed mantém postura, rendimentos continuam subindo e Big Tech tem uma semana importante: Panorama Semanal do Mercado - 3.8.2026

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Mary Wild
Mary Wild
Analista Sênior
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Resumo do mercado atual

  • O par USD/JPY
  • O Ethereum
  • O S&P 500
  • O petróleo WTI
  • XAUUSD – O ouro vem passando cerca de seis semanas consolidando-se em uma faixa estreita,

Notícias quentes do dia

A semana passada foi agitada. O Irã e os EUA chegaram à beira de mais um confronto militar no Estreito de Ormuz; no entanto, Trump desistiu de realizar novos ataques, os preços do petróleo caíram e as ações registraram uma boa alta ao entrarem nesta semana.

Além disso, o Fed manteve as taxas de juros estáveis ​​na faixa de 3,50% a 3,75% pela quinta reunião consecutiva — embora três autoridades do Fed defendessem um aumento, o que demonstra uma divisão real dentro do comitê. Os rendimentos dos títulos do Tesouro (Treasuries) têm subido, com o título de 10 anos ultrapassando 4,7% — o nível mais alto desde o início do ano passado —, à medida que investidores temem que o Fed ainda não tenha encerrado o ciclo de alta dos juros.

Os resultados financeiros das gigantes de tecnologia também dominaram as manchetes: as ações da Amazon saltaram 15% impulsionadas por números sólidos no setor de nuvem e a Microsoft registrou forte alta, enquanto a Apple caiu após apresentar uma previsão decepcionante.

Nesta semana, todas as atenções se voltam para o relatório de emprego de sexta-feira, bem como para as decisões sobre taxas de juros do Banco da Inglaterra e do Banco do Japão.

Notícias de Forex

O par AUD/USD está sendo negociado em torno de 0,70, mantendo-se firme. O Reserve Bank of Australia (RBA) tem sido um dos bancos centrais com postura mais agressiva (*hawkish*) este ano, o que tem dado suporte à moeda. A inflação da Austrália também veio mais baixa do que o esperado em junho, aliviando um pouco a pressão sobre o RBA para continuar elevando as taxas, mas ainda se espera que a instituição mantenha uma postura firme em relação aos seus pares. O comunicado de política monetária do RBA será divulgado na quinta-feira, sendo um evento importante a ser acompanhado.

O par EUR/GBP está sendo negociado perto de 0,855, próximo ao limite superior de sua faixa de negociação do ano. A taxa de juros do Banco da Inglaterra (BoE) está bem acima da do Banco Central Europeu (BCE) — uma diferença de cerca de 150 pontos-base —, o que mantém a libra atraente. O BoE anuncia sua decisão sobre a taxa de juros nesta quinta-feira, o que pode provocar volatilidade dependendo do tom adotado (mais agressivo ou mais brando/dovish).

O par EUR/USD opera em torno de 1,14, com dificuldade para se manter acima de suas médias móveis de curto prazo. Um dólar americano mais forte, impulsionado pela postura agressiva do Federal Reserve (Fed), tem limitado qualquer valorização significativa do euro. A maioria dos analistas prevê uma tendência de queda, com algumas projeções indicando um teste do nível de 1,13 até o final do ano.

O par USD/JPY tem oscilado na faixa de 160 a 163, e suspeita-se que o Ministério das Finanças do Japão tenha intervindo discretamente no mercado na semana passada para sustentar o iene. Os operadores estão se preparando para a possibilidade de uma nova intervenção. O Banco do Japão também se reúne nesta semana e, dado que vem normalizando gradualmente sua política monetária com aumentos nas taxas de juros, qualquer surpresa nessa reunião poderá provocar uma movimentação significativa nesse par de moedas.

Notícias do mercado de ações

O ASX 200 tem apresentado um desempenho sólido de forma discreta, situando-se em torno de 8.976 e atuando como uma espécie de porto seguro enquanto mercados com forte peso do setor de tecnologia em outras regiões enfrentavam instabilidade. Dados de inflação mais amenos e um tom mais tranquilo do RBA (Banco Central da Austrália) contribuíram para esse cenário, juntamente com atualizações positivas das grandes empresas de mineração.

O Dow Jones encerrou julho em 52.485, com alta de cerca de 1% na semana e registrando seu quarto mês consecutivo de ganhos. Amazon e Alphabet foram os principais motores da alta, enquanto Apple e Boeing exerceram pressão negativa.

O GB 100 (FTSE 100) fechou em torno de 10.868, praticamente estável na semana. O mercado mostrou-se mais calmo em comparação com as oscilações observadas nos EUA e na Ásia, com os investidores locais aguardando, em grande parte, a decisão do Banco da Inglaterra (BoE) nesta semana.

O Nasdaq teve uma semana forte, com o Nasdaq Composite fechando em 25.373, uma alta de aproximadamente 1,6%. No entanto, no acumulado de julho, o Nasdaq registrou queda superior a 3%, evidenciando uma volatilidade significativa subjacente, especialmente entre empresas ligadas a chips e inteligência artificial.

O Nikkei 225 fechou perto de 64.362, com alta de mais de 4% na semana. A redução das tensões geopolíticas e a desvalorização do iene — fator benéfico para as exportadoras japonesas — têm impulsionado essa valorização.

O S&P 500 fechou em 7.489, com alta de 0,7% apenas na sexta-feira e de cerca de 1% na semana. A temporada de balanços tem surpreendido positivamente até o momento: cerca de 85% das empresas superaram as expectativas e o crescimento dos lucros gira em torno de 47% em relação ao ano anterior — um número expressivo.

Notícias do mercado de produtos

O preço do petróleo Brent tem passado por uma montanha-russa devido à situação com o Irã. A cotação chegou a atingir US$ 90 o barril no auge da tensão, recuando depois para a faixa intermediária dos US$ 80 após Trump afirmar que não planejava novos ataques. Espera-se que o Brent continue volátil, dependendo de como a situação no Estreito de Ormuz evoluir.

O petróleo WTI seguiu o mesmo padrão, oscilando entre o patamar elevado dos US$ 70 e a faixa intermediária dos US$ 80 nas últimas semanas. Atualmente, o preço situa-se nessa faixa intermediária dos US$ 80, após ter recuado da recente disparada.

Notícias do mercado de ouro

XAUUSD – O ouro vem passando cerca de seis semanas consolidando-se em uma faixa estreita, oscilando basicamente entre US$ 4.020 e US$ 4.120. O metal aguarda, essencialmente, um gatilho. A decisão do Fed de manter as taxas inalteradas proporcionou um leve impulso, levando o preço de volta para a casa dos US$ 4.100; no entanto, a força do dólar e a alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro (Treasuries) têm limitado qualquer valorização mais expressiva. Alguns bancos, como o Commerzbank, chegaram a reduzir suas projeções para o preço do ouro no final do ano — estimando agora um patamar próximo a US$ 4.500 —, ao passo que outras instituições acreditam que um rompimento, em qualquer uma das direções, pode ocorrer em breve, dada a acentuada compressão da movimentação dos preços.

Criptografia

O Bitcoin encerrou o mês de julho cotado em torno de US$ 62.800, ainda com uma queda de quase 50% em relação à sua máxima de outubro passado. Indicadores técnicos sugerem que o ativo pode estar entrando em uma fase de formação de fundo, embora, historicamente, esse processo possa levar algum tempo para se concretizar. Esta semana traz uma série de dados econômicos importantes e uma leva de resultados financeiros de empresas do S&P 500; ambos os fatores podem facilmente impactar os preços das criptomoedas, dada a forte correlação que elas passaram a apresentar com o sentimento de risco do mercado em geral.

O Ethereum está sendo negociado próximo a US$ 1.865 e ainda acumula uma alta de cerca de 40% no ano, desempenho muito superior ao do Bitcoin e da maioria das outras grandes criptomoedas. No entanto, a moeda perdeu um pouco de força recentemente após não conseguir se manter acima de sua linha de tendência de recuperação, encontrando-se, portanto, em um momento decisivo.

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