Ontem, no mercado dos EUA foi marcado uma queda significativa, todos os principais índices de ações perderam mais de 2%. O S&P 500 caiu em 2,37%, o Dow Jones Industrial Average caiu em 2,36%, e a Nasdaq em 2,55%. A razão para tal colapso e a fuga do risco, que fortaleceram o dólar, foi uma série de fatores, desde os EUA até a Europa. A vitória na eleição presidencial dos EUA de Barack Obama agravou a questão fiscal. Existe a possibilidade de que os Estados Unidos serão obrigados a fazer cortes significativos nos gastos do governo em 2013, se o défice orçamental não for reduzido.
Além disso, sobre os mercados ainda domina o problema da dívida europeia. O parlamento grego aprovou ontem um corte nos gastos e o aumento dos impostos, mas esse fator não conseguiu evitar a queda do euro contra o dólar, contra o iene e a libra esterlina. A Comissão Europeia publicou um relatório dizendo que o PIB da zona euro vai crescer apenas 0,1% em 2013, e os resultados do corrente ano vai serão piores do que a previsão anterior. O par EUR/JPY caiu esta manhã para o valor mais baixo desde meados de outubro - 101,74 (ver gráfico abaixo). A moeda única caiu contra o dólar para o mínimo de dois meses 1,2735.
EURJPY, gráfico diário 
Hoje, chamamos a atenção para a previsão sobre o mercado de trabalho na Austrália: o número de empregados aumentou 10.700 em outubro, e a taxa de desemprego permaneceu em 5,4%. O dólar australiano está perto do máximo local 1,0479. Esta tarde aguardaremos a conclusão do BCE e do Banco da Inglaterra, que provavelmente não vai trazer grandes surpresas. De noite serão publicados os dados sobre a balança comercial dos EUA e do Canadá, assim como o número de solicitações de subsídio de desemprego na maior economia do mundo. As estatísticas pobres podem dar mais aversão ao risco.